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terça-feira, 20 de abril de 2010

Professora Francilene Oliveira agora é Mestre e já publica sua pesquisa: O anônimo no Jornalismo Literário

Mal defendeu sua dissertação de mestrado, a professora do mini-curso de jornalismo literário, nossa "Fran", já lançou a versão em livro de O anônimo no Jornalismo Literário: protagonistas do cotidiano na revista Piauí. São 131 páginas de um estudo interdisciplinar entre História, Literatura e Antropologia, que investiga a importância do anônimo no jornalismo, focando os exemplos da revista de referência no gênero, a Piauí.

O trabalho não é só um exemplo para os alunos do mini-curso de como se pode continuar a se ter contato com jornalismo literário através da pesquisa acadêmica, como é obra de referência para o gênero.

A edição está à venda no Clube dos Autores, por R$37,82.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Reportagem de Idéia: Uma contribuição foucaultiana para o jornalismo

E eu que pensava que o autor de Vigiar e Punir, imortalizado como porta-voz do discurso do intelectualismo vazio brasileiro em Tropa de Elite, fosse só o Tio Chico(parece) das teorias de poder. Num é que ele tá metido scritu sensu com jornalismo?!


Que o livro de carteirinha dos estudantes de Direito foi baseado numa série de reportagens feitas num presídio francês com os próprios presos, eu já sabia. Agora, ser o fundador de uma escola de jornalismo francesa que eu nunca ouvi falar, já é outra história.


Tudo isso é pra dizer que dia desses, olhando os periódicos da capes sobre comunicação disponíveis, como de costume(jura!começou a fazer isso agora), me deparei com um artigo científico muito interessante intitulado "Reportagem de Ideias, uma contribuição de Foucault ao jornalismo", da jornalista e pesquisadora Beatriz Barroco. Além da reportagem-mãe de Vigiar e Punir, ela traz fragmentos de uma grande reportagem feita pelo Tio Foucault no Irã durante a época da nada mais, nada menos, Revolução Iraniana.(falta de credibilidade esses links da wikipedia...)


"É Inútil Revoltar-se?" traz mais de 50 fontes consideradas pelo jornalismo "(paula)padrão" de pouca credibilidade: trabalhadores urbanos comuns, mulheres-mães, etc, todos aqueles que o jornalismo literário adora. Apesar de flertar muito com o "new journalism", sinto que difere porque o ativista político e repórter "neófito", como ele se intitulou, não se apóia em recursos das narrativas de ficção: ele busca alicerce teóricos-acadêmicos, e discute o nascimento de um pensamento político mesmo. Além de ser um bom material reflexivo e crítico sobre esse tão pouco divulgado(até agora), Irã.


Historiador da atualidade? Talvez. Acho que o que ele fez ainda não tem nome. Mas tenho a ligeira impressão que é o que toda pessoa formada academicamente em jornalismo deveria fazer.
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