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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Posts Experimentais Pós-Páscoa: na 3ª atualização, ele ressuscitou

Aproveitando o feriado pra "feriadar" simplesmente, nesta terceira(quase que não vinha) atualização do blog, estréia nossos cadernos de viagem, que eram pra ser diários(e viva a arte do improviso!). Vocês perdoam porque é Páscoa, né?! Tempo de perdoar os pecadores!

Não menos importante que os próprios textos em si é a reflexão em cima da produção: um dos posts é tocar exatamente nesse ponto, dando a conhecer outras alternativas jornalísticas que não simplesmente a literária.

Noutro post, a validade foi simplesmente brincar de fazer vídeo-arte ao mesmo tempo em que tenta estimular através do multimídia um conceito que até hoje arrebenta os neurônios da autora.

E como diria aquele famoso coelho, "Por hoje é só pessoal!"

escrito por Ludmila Monteiro

fotos de Javier Retales Botijero

ps.: Perdoai aqueles que não ajudam a atualizar o blog. Eles não sabem o que fazem.

Jornalismo Literário? Nota de idéias...

Se o Foucault inventou a Reportagem de Idéia, aqui vai uma "nota de idéia":




Reportagem de Idéia: Uma contribuição foucaultiana para o jornalismo

E eu que pensava que o autor de Vigiar e Punir, imortalizado como porta-voz do discurso do intelectualismo vazio brasileiro em Tropa de Elite, fosse só o Tio Chico(parece) das teorias de poder. Num é que ele tá metido scritu sensu com jornalismo?!


Que o livro de carteirinha dos estudantes de Direito foi baseado numa série de reportagens feitas num presídio francês com os próprios presos, eu já sabia. Agora, ser o fundador de uma escola de jornalismo francesa que eu nunca ouvi falar, já é outra história.


Tudo isso é pra dizer que dia desses, olhando os periódicos da capes sobre comunicação disponíveis, como de costume(jura!começou a fazer isso agora), me deparei com um artigo científico muito interessante intitulado "Reportagem de Ideias, uma contribuição de Foucault ao jornalismo", da jornalista e pesquisadora Beatriz Barroco. Além da reportagem-mãe de Vigiar e Punir, ela traz fragmentos de uma grande reportagem feita pelo Tio Foucault no Irã durante a época da nada mais, nada menos, Revolução Iraniana.(falta de credibilidade esses links da wikipedia...)


"É Inútil Revoltar-se?" traz mais de 50 fontes consideradas pelo jornalismo "(paula)padrão" de pouca credibilidade: trabalhadores urbanos comuns, mulheres-mães, etc, todos aqueles que o jornalismo literário adora. Apesar de flertar muito com o "new journalism", sinto que difere porque o ativista político e repórter "neófito", como ele se intitulou, não se apóia em recursos das narrativas de ficção: ele busca alicerce teóricos-acadêmicos, e discute o nascimento de um pensamento político mesmo. Além de ser um bom material reflexivo e crítico sobre esse tão pouco divulgado(até agora), Irã.


Historiador da atualidade? Talvez. Acho que o que ele fez ainda não tem nome. Mas tenho a ligeira impressão que é o que toda pessoa formada academicamente em jornalismo deveria fazer.
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